04 Julho > 31 Julho

Rodrigo Vilhena

as batidas de Molière

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O Evangelho de Maria Madalena foi descoberto no Códice de Akhmin, um texto gnóstico e apócrifo do Novo Testamento que foi adquirido pelo Dr. Carl Rheinhardt no Cairo em 1896. A tradução integral do texto só veio à luz em 1955. Embora este Evangelho tenha, 19 páginas, as páginas de 1 a 6 e 11 a 14 desapareceram e o nome do autor não seja mencionado, convencionou-se chamar-lhe de O Evangelho de Maria de Madalena” devido ao papel preponderante da personagem em relação aos outros apóstolos. O Evangelho foi escrito num dialecto copta e data do século IV ou V d.C. Há também um papiro em grego antigo com parte do texto e cuja datação remonta ao século III d.C. No Evangelho, Maria de Madalena aparece como a herdeira espiritual e principal apóstolo de Jesus Cristo, lançando uma nova perspectiva sobre as origens do Cristianismo.
O Evangelho de Maria Madalena” revela um Cristianismo perdido há mais de mil e quinhentos anos, apresentando uma interpretação radical dos ensinamentos de Jesus como caminho espiritual interior; ele rejeita o sofrimento e a morte como caminho para a vida eterna; ele narra a jornada da alma após a separação do corpo; ele expõe a visão errónea de que Maria de Madalena foi uma prostituta; ele apresenta o Cristianismo antigo perante a legitimação da liderança feminina; ele oferece uma crítica sobre o poder ilegítimo e a visão utópica de perfeição espiritual; ele desafia a nossa visão romântica sobre a harmonia e unanimidade dos primeiros cristãos; e ele faz-nos repensar sobre a base da autoridade da igreja.


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